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Lula crítica o “Neocolonialismo verde”, noa Brics e o acolhe com entusiasmo em Brasília. No Fórum Empresarial do BRICS, e disse que “não podemos aceitar um neocolonialismo verde que impõe barreiras comerciais e medidas discriminatórias, sob o pretexto de proteger o meio ambiente”. A queixa procede. Porém, fica difícil entendê-la quando ele tem em seu ministério representantes diretos desse mesmo “neocolonialismo verde” praticado por EUA, Canadá e União Europeia. Estamos falando, claro, das ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, por ele nomeadas como “garantes” das boas intenções de seu governo quanto à agenda ambiental e indígena, tradicionalmente ditadas ao Brasil pelo aparato ambientalista-indigenista internacional desde o final da década de 1980. A pregunta que procede é a quem quiere Lula enganar, aos Brics ou ao G-7. Aos dois impossível. A mentira tem pernas cortas.

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