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MUDAR O SISTEMA, NÃO O CLIMA! Vivemos em um cenário de emergência, com avanço da destruição ambiental, desastres climáticos e piora significativa da qualidade de vida das pessoas. Quem realmente paga a conta nesse cenário é a classe trabalhadora que vive nas periferias, que anda diariamente no busão lotado, sem ar-condicionado, nos bairros sem arborização e que está exposta a enchentes, deslizamentos, incêndios e excluída de serviços básicos. O responsável direto por esse cenário de destruição é o atual sistema econômico, que coloca o lucro dos grandes empresários na frente da vida das pessoas. Só em 2024, foram emitidas 38,60 bilhões de toneladas de CO2 em nossa atmosfera, segundo dados do Orçamento Global de Carbono. Não basta o discurso vazio. Precisamos construir uma sociedade ecologicamente viável, que coloque a vida em primeiro lugar, a despeito dos ganhos desses poucos ricaços que lucram com a miséria e o colapso climático. É urgente que tenhamos como horizonte a revolução das nossas relações com o meio ambiente e das relações sociais de produção. Para isso, propomos: Defesa de uma política nacional consistente pela diminuição da emissão de CO2; Fortalecimento dos mecanismos de participação popular no orçamento e nas instâncias de decisão, com a instituição de políticas de combate ao racismo ambiental e de garantia de direitos; Criação de uma política nacional, em articulação com todos os entes federativos, para atender os refugiados climáticos; Combate ao garimpo ilegal em todo o território nacional; Criação de redes populares de combate aos extremos climáticos; Revogaço das leis que atacam os direitos da natureza.

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