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CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOBERANIA: CONTRA O NEGACIONISMO, O MONOPÓLIO DIGITAL E A DEPENDÊNCIA COLONIAL Uma das principais áreas atacadas pela extrema direita e pelo neoliberalismo é a ciência e tecnologia. O foco está na supressão da produção de conhecimento, na propagação da desinformação para controle social e na submissão do nosso futuro aos interesses das grandes corporações transnacionais. Qualquer governo comprometido com a redução de desigualdades deve investir em ciência e tecnologia, para defender os interesses sociais e romper com a dependência tecnológica que nos condena a ser um eterno exportador de commodities. Garantir a soberania nacional e popular passa, obrigatoriamente, por disputar a soberania digital e o controle estratégico dos nossos bens naturais, como as terras raras e minerais críticos, materiais necessários para a transição energética. O Brasil se tornou alvo uma vez que possui a segunda maior reserva de Terras Raras no mundo. Enquanto os EUA exploram, o Brasil fica com o rastro de destruição ambiental. Além disso, o investimento público é fundamental para salvar vidas frente ao colapso climático e às crises na saúde. Precisamos incentivar a criação de tecnologias sociais e ecológicas: fontes de energia limpa com controle popular, tratamentos alternativos de resíduos, agroecologia, prevenção ao colapso climático e inteligência de dados pública a serviço do nosso país, em especial na saúde e na educação. Defender a ciência e a tecnologia é, fundamentalmente, defender um país justo, ecológico e soberano. Nossas lutas e propostas são: * Criação do Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Soberania Digital, construído com a comunidade científica, universidades e movimentos sociais, com o objetivo de planejar metas para o fortalecimento de um polo de tecnologia limpa, inovadora e voltada às necessidades do povo; * Fomento à cadeia produtiva local e tecnológica, estimulando pesquisas e cooperativas que atuem na inovação, pautando a necessidade do controle nacional e popular sobre a transição ecológica; * Criação da Terrabras, uma nova empresa estatal brasileira para garantia da soberania nacional em relação aos minerais estratégicos; * Criação de uma Incubadora de Tecnologia Social e Aplicativos Públicos para desenvolver plataformas públicas e cooperativas de prestação de serviços (como transporte e entregas), garantindo trabalho digno e quebrando o monopólio de exploração das Big Techs; * Investir nas nossas estatais já existentes e demais mecanismos de inteligência de dados pública, garantindo que as informações da população não sejam mercantilizadas por empresas privadas, mas usados para necessárias políticas públicas.
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