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Flávio Bolsonaro defendeu a inocência do policial (seu cliente) acusado pelo Ministério Público de matar Ana Clara, de 5 anos, durante operação na comunidade Monan Pequeno, em Niterói-RJ, em 2021. O senador ainda chamou a mãe, Cristiane, pelo nome da filha e alegou que havia “troca de tiros” com traficantes, o que foi contestado no processo. “Ana Clara [sic], eu quero falar pra senhora… Era uma troca de tiros numa comunidade conflagrada… Eu quero ajudar a senhora, inclusive, a saber quem foi o autor desse disparo, porque eu tenho a confiança que não foi esse policial. Ele sequer foi julgado ainda.” A própria atuação de Flávio como advogado no STJ contribuiu para atrasar o julgamento, previsto para maio de 2027. Segundo a denúncia do MP, Bruno Delaroli Dias disparou com um fuzil calibre 7,62 em direção a uma área com grande circulação de moradores, inclusive crianças. A acusação é de homicídio qualificado com dolo eventual — quando alguém assume o risco de matar. A juíza Nearis dos Santos afirmou que não havia sinais de disparos de traficantes antes dos tiros do policial. Assista ao trecho do #DebateDaGlobo, legendado por mim.

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