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O sistema, com apoio midiático, explorou ilações sobre conteúdo não autenticado de mensagens roubadas por hackers para declarar suspeição de juiz de primeira instância (não sem 4 votos contrários), emplacar narrativa de “conluio” com procurador, anular provas, condenações e multas, desmantelar força-tarefa anticorrupção e garantir impunidade geral. Agora, esse mesmo sistema explora fofocas e especulações de relatório apócrifo de pretensa inteligência, também “sem valor probatório”, para acusar crimes e abusos cometidos na mais alta Corte do país pelo relator do caso da maior fraude da história nacional e, assim, buscar a anulação precoce de provas e/ou a troca de relatoria que possam esvaziar as investigações e garantir novamente a impunidade geral. Dessa vez, no entanto, o apoio midiático ficou restrito aos porta-vozes mais caricatos do sistema e aos militantes com diploma de advogado que tentam dar credibilidade jurídica às teses fabricadas para varrer a sujeira da casta para baixo do tapete. Embora a maioria não admita, em nenhum desses casos do passado e do presente a reação sistêmica se deve a eventuais erros, informalidades ou pecadilhos de agentes envolvidos nos processos, mas, sim, à revelação de fatos comprometedores sobre integrantes da oligarquia dos Poderes, que não admitem ser alvo de escrutínio e responsabilização por condutas gananciosas, antiéticas e antidemocráticas. Quando os guardiões do sistema repetem que não se combatem crimes cometendo “ilegalidades”, com frequência o objetivo é que os crimes do sistema jamais sejam combatidos.

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