Se Moraes ficar no STF, será presidente da Corte daqui a 1 ano, em 28/9/2027.
Ele teria poderes para fazer o que Fachin faz agora, como retirar relatorias de ministros e suspender decisões monocráticas deles.
O magistrado consultado pelo banqueiro mafioso que contratou sua esposa poderia retomar o método de tratar verdades inconvenientes como “fake news” e retaliar quem publica ou investiga cada uma delas.
Para quem já demonstrou o quão autoritário é no comando de um inquérito, sobretudo para blindar a si próprio e aliados contra investigações, e para acusar desafetos, o comando do STF é um posto inaceitável.
A omissão e a cumplicidade de muita gente em março de 2019, quando Moraes ganhou passe-livre para o autoritarismo, custaram caro ao país. A omissão e a cumplicidade agora, em setembro de 2026, poderão custar mais ainda.
Moraes tem de ser investigado e afastado, como já deveria ter sido Dias Toffoli, outro parceiro de Daniel Vorcaro.
O país não pode se curvar à fúria do sistema ante a derrocada de uma de suas alas.
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