O trecho mais humilhante para Moraes na decisão de Mendonça é a menção ao voto de Moraes na ADPF 722.
“Não é permitido a nenhum órgão”, escreveu ele, “bisbilhotar, fichar ou estabelecer classificação de qualquer cidadão e enviá-los para outros órgãos.”
Foi exatamente o que fez a ala anti-Mendonça da PF no relatório apócrifo requisitado e explorado por Moraes.
“Relatórios de inteligência não podem ser utilizados para punir”, escreveu o mesmo ministro que usou um deles para acusar Mendonça de ter cometido ilegalidades.
A conduta de Moraes não condiz com o que ele prega no STF, porque ele age não com base em princípios e valores, mas conforme a conveniência do momento.
Foi o que também mostrei em relação à sua sabatina: t.co/uJ8jLt3Ggz.
Ninguém desmascara Moraes melhor que o próprio Moraes.
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