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A Expointer é sempre um sucesso. Em tempos favoráveis, movimenta negócios, gera oportunidades e impulsiona a economia. Nos tempos difíceis, como os que o campo gaúcho enfrenta, ela cumpre também um papel fundamental: ser vitrine da força de quem produz e palco para os debates que apontam caminhos para o futuro. E é justamente por isso que precisamos falar do endividamento dos nossos produtores. O Rio Grande do Sul enfrentou, nos últimos anos, estiagens severas e chuvas intensas que afetaram a produção. Agora, a combinação de clima adverso com juros elevados impõe uma dificuldade enorme ao produtor. O governo federal precisa avançar na renegociação das dívidas, com alongamento dos prazos e equalização de juros. Também é preciso dizer com clareza: o esforço para ajustar as contas públicas não pode ignorar o efeito dos juros altos sobre quem produz. Quando o desequilíbrio fiscal pressiona a inflação e mantém os juros elevados, o produtor paga essa conta. O campo precisa de um ambiente econômico funcional, segurança jurídica e condições para produzir, muito mais do que depender de programas de ajuda. Esta é minha última Expointer liderando o Estado. Ao longo desses oito anos, atravessamos crise fiscal, pandemia, estiagens e as maiores enchentes da nossa história, e nunca deixamos de realizar a feira. Em 2024, depois das enchentes, a Expointer foi também um momento de reencontro e recuperação da autoestima de um povo que tem no seu DNA a capacidade de superar dificuldades. Saio desta Expointer com a certeza de que deixamos um legado para o futuro: um Estado que protege quem produz, defende a propriedade privada, ampliou a irrigação e a reservação de água e fortaleceu tanto a agricultura familiar quanto os médios e grandes produtores. Tenho orgulho de ter liderado o Rio Grande em cada uma dessas feiras e confiança de que o nosso campo seguirá sendo uma das grandes forças para construir um Rio Grande ainda mais forte.

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