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Hoje reunimos representantes de municípios de todo o Rio Grande do Sul para fortalecer aquilo que é essencial no enfrentamento à violência contra a mulher: trabalho em rede, capacitação e articulação entre Estado, municípios e instituições. Assinamos a portaria que oficializa o Comitê Intermunicipal da Mulher e apresentamos iniciativas importantes, como o Guia Mulheres e Emergências Climáticas e o Protocolo Unificado e Integral de Atendimento à Mulher em Situação de Violência. Os números mostram que ainda temos muitos desafios. O Estado registrou 111 feminicídios em 2022, caiu para 86 em 2023 e para 73 em 2024, o menor patamar da série histórica. Em 2025, houve aumento para 80 casos, ainda abaixo do que já enfrentamos, mas com uma mobilização social muito maior. Essa conscientização da sociedade precisa ser transformada em ação permanente, para que nenhuma violência seja naturalizada e nenhuma mulher fique sem apoio. Nos últimos anos, criamos instrumentos e políticas públicas inéditas, como o monitoramento do agressor, a Delegacia On-line da Mulher, que permite o registro de ocorrências e o pedido de medida protetiva de forma virtual, e o cofinanciamento das redes municipais de proteção. São políticas concretas que fortalecem a prevenção, o atendimento e a proteção das mulheres. E seguimos avançando. Estamos estruturando a regionalização do acolhimento para mulheres em situação de violência e a reserva de vagas para essas mulheres nos contratos de serviços do Estado. Além de ampliar, em eventos como o de hoje, a capacitação dos profissionais que atuam na rede, fortalecendo a integração entre municípios, Judiciário, Ministério Público, Defensoria, forças de segurança e governo federal. Enfrentar a violência contra a mulher é responsabilidade de todos. E seguiremos trabalhando para que cada mulher possa ser, com liberdade e segurança, aquilo que desejar ser.

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