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Olhe o mapa das cidades que deram a Lula as maiores votações do país no 2º turno. Não são capitais nem polos do agronegócio. São Carnaubeira da Penha, Guaribas, Pariconha, Barreirinha, Serrano do Maranhão — municípios pequenos, de agricultura familiar e de comunidades tradicionais, onde quem vota é quem planta, pesca, quebra coco e protege o território. Em Carnaubeira da Penha (PE), 92% dos votos válidos, está a Serra do Arapuá do povo Pankará. Em Pariconha e Água Branca (AL), terra dos Jiripancó, Katokinn, Karuazu e Kalankó, mais de 88%. Em Inajá e Ibimirim, território Kambiwá e Kapinawá, acima de 88%. Em Barreirinha (AM), única cidade do Norte na lista, vivem os ribeirinhos do Baixo Amazonas e o povo Sateré-Mawé da Terra Indígena Andirá-Marau. Em Guaribas, Bonfim, Fartura e São Braz do Piauí, no entorno da Serra da Capivara, as mesmas famílias que há vinte anos receberam o Fome Zero e hoje vivem da roça e dos programas sociais de compra da agricultura familiar. E em Caetés (PE), onde Lula nasceu, 90%. E Serrano do Maranhão. Décimo lugar no Brasil, 90,11% dos votos. É o município com a maior proporção de pessoas pretas do país, segundo o Censo 2022 do IBGE. É chão de comunidades quilombolas, de pescadoras e pescadores artesanais, de quebradeiras de coco babaçu — gente que conhece de perto o que significa ter ou não ter política pública, demarcação, titulação, saúde na ponta e crédito que chegue a quem produz comida de verdade. Essa votação histórica em @LulaOficial é uma declaração de povos e comunidades tradicionais sobre o projeto de país que querem: territórios titulados, água, floresta em pé, babaçu livre, proteção contra o agrotóxico e contra a grilagem, respeito à consulta prévia e aos modos de vida. Votaram em massa porque sabem quem os enxerga e quem os trata como obstáculo. O recado para o novo mandato é direto. Quem garantiu a maior votação proporcional do Brasil foram negros, indígenas, quilombola, camponeses, extrativistas. O Maranhão, o Piauí, Pernambuco, Alagoas e o Amazonas falaram pelas urnas. Agora é hora de ouvi-los nas políticas para proteger os territórios de vida, os modos de ser e existir de milhões de brasileiros que lutam há 5 séculos por Dignidade!

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