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“Ala relevante do STF e os presidentes das Casas Legislativas atuam neste momento para que Lula permaneça no poder. Trata-se de esforço para manter as coisas como estão.” A afirmação consta da coluna de William Waack publicada hoje, 13 de agosto, no Estadão. O diagnóstico é grave. De um lado, um Supremo hipertrofiado e habituado a instrumentos de exceção. De outro, um Congresso dominado por parlamentares que, por meio de emendas, atuam em causa própria com dinheiro público. Segundo Waack, prevalece a busca de uma acomodação com Lula após as eleições. Ao mesmo tempo, os líderes políticos não enxergam em Flávio Bolsonaro a densidade necessária para comandar uma reação institucional. O articulista conclui com uma imagem melancólica: “O som predominante é o da arrebentação nas pedras, que é onde costuma acabar uma nau sem rumo”. Texto cirúrgico. Como sempre. Há, no entanto, uma saída: levar ao segundo turno um candidato com história, peso político e autoridade moral. O Brasil não pode continuar à deriva, avançando perigosamente em direção às rochas.

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