Sinto um nó na garganta ao escrever isso. Porque é verdade. E porque dói.
O Congresso Nacional foi eleito para representar o povo, mas há dias em que parece ajoelhado — mudo, imóvel, irrelevante — diante de um poder que rasga a Constituição com caneta e toga.
A função de legislar está sendo sequestrada. Não por incapacidade, mas por covardia de alguns e abuso de outros.
A cada silêncio diante de um abuso, a democracia sangra.
A cada omissão do Parlamento, um novo avanço autoritário se consolida.
Fomos eleitos para lutar, mas muitos preferem o conforto da omissão.
E quando quem deveria ser a voz da liberdade se cala, o povo vira refém da tirania.
Não é apenas sobre leis. É sobre honra, dever, coragem.
Preservar a autoridade do Congresso é preservar o último fôlego da democracia brasileira.
Se essa Casa se acovarda, a Nação grita por socorro.
E eu — por mais alto que custe — não ficarei em silêncio.
Não traio o povo. Não entrego minha bandeira. E não aceito viver em um país onde o medo legisla no lugar da verdade.
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