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Tragédia Yanomami: o governo falha, mas nós não deixaremos as crianças para trás A crise humanitária na Terra Yanomami se agravou sob a gestão do atual governo. Os dados recentes divulgados pela imprensa expõem a omissão do Executivo: 1.121 indígenas perderam a vida entre 2023 e 2025, número que já supera os 951 óbitos registrados no mesmo período da gestão anterior. O discurso de proteção não se reflete na realidade. As crianças são as maiores vítimas da negligência do Estado. Além de continuarem perdendo a vida para a desnutrição e para doenças que poderiam ser evitadas, como a malária, enfrentam agora uma escalada de violência impensável: estão sendo assassinadas por armas de fogo no próprio território. "Das últimas matérias que nós estamos recebendo da morte de crianças na área Yanomami, nós estamos tendo crianças morrendo por doença, morrendo por malária, mas infelizmente crianças sendo assassinadas", afirmei na comissão. Diante da inércia do governo federal, o Senado vai agir. Nossa subcomissão fará uma diligência emergencial in loco para investigar quem está armando os jovens indígenas e para exigir respostas imediatas das forças de segurança pública. Chovendo ou não, com ou sem a estrutura do governo, nós vamos pousar na área Yanomami. Se não pudermos usar a pista, nós vamos pular. Mas nós não vamos fechar os olhos e não vamos deixar as crianças Yanomami para trás.

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