Creomar De Souza

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Creomar De Souza

Creomar De Souza

@CreomarDeSouza

Fundador @dharmapolitics. Autor de Gestão de Risco Político - como blindar negócios e carreiras.

linkme.bio/creomardesouzaIngressou em abril de 2026
Mendonça em um movimento parece ter sido um dos pilares dessa reorganização de um parte importante do eleitorado de direita/religioso em torno do Flavio Bolsonaro. Porém, não se pode descartar o papel das escolhas ruins de Lula no governo e na campanha.
Tratamos a eleição como destino manifesto, algo inevitável, e isto faz com que se assumam possíveis de alto nível de irresponsabilidade. Todo ator institucional é hoje co-responsável pelo estado de caos em que a República se encontra. A fatura tende a ser alta. Cuidado!
É muito legal ver o Filipinho brilhando na Europa, ao mesmo tempo em que é triste saber que ele poderia ter tipo um pouco mais de tempo por aqui.
Uma variável de risco importante e, convenientemente, subestimada é a construção de uma indústria de indignação seletiva. Influenciadores, jornalistas e analistas, trabalhando na dinâmica de que há equívoco apenas de um lado e ignorando o elemento pandêmico da crise.
O Brasil avança na direção a reproduzir a instabilidade que se viu recentemente no Peru. Os ataques entre atores institucionais (todos eles com condutas pouco republicanas), a degradação dos quadros políticos e uma corrida por recursos escassos são alertas até aqui ignorados.
Hipótese: Em uma briga política, a interpretação daquilo que é justo, institucional ou mesmo da dinâmica do que é a regra do jogo, perde espaço para o objetivo de desalojar o outro de uma posição de força. Vivemos mais um capítulo de uma briga política de mais de uma década.
Olha, seria bom a turma começar a perguntar e tomar conhecimento de quem são os assessores do Escritor Augusto Cury. Com toda a descrença e desalento que pode tomar conta dos corações e mentes, não se pode descartar uma onda em favor de quem aposta em fazer diferente.
Faltando um pouco mais de um mês para o primeiro turno e aquele clima agradável entre os poderes. A dinâmica de sobrevivência e disputa por recursos escassos se intensifica em ritmo acelerado. A ver.
Talvez pelo cansaço, talvez pela tensão, o fato é que a dupla do JN teve uma performance abaixo das anteriores na entrevista com Flavio Bolsonaro. Dizer que Flávio mentiu é redundância. Políticos mentem. O problema é quando a checagem falha. A ver.
O mote da semana é a questão do Lulinha. Porém, algo a ser refletido: qual o nível do temor que o clã Bolsonaro tem de Renan Santos e do Missão? Em termos especulativos é possível dizer que este temor é considerável e se expressa no apoio a nova aventura eleitoral de Marçal.
O GDF quebrou, e o desafio para a Governadora - e seu grupo - é segurar a onda escassez de serviços públicos até o dia da eleição. A regra parece ser fingir normalidade em meio ao caos e terceirizar responsabilidades. Pode dar certo.
2027 tende a ser bem complexo para quem for governar o DF. O tesouro local está quebrado, o Banco que potencialmente seria um instrumento de desenvolvimento, idem. Os indícios de uma crise grave e da incapacidade da política local de resolve-la são mais nítidos que água pura.
A primeira impressão é que a campanha do PT vem bem desenhada em um modelo 1989. Da coalizão aos elementos de narrativa, parece algo que mesmo quando afirma querer se conectar com o presente, está presa ao passado. Pode dar certo? Pode. Pode dar errado? Pode. Alea acta est
A democracia é maravilhosa pois é o regime em que qualquer um pode chegar ao poder. A democracia é problemática pois é o regime em que qualquer um pode chegar ao poder. A ver!
Que tristeza o passamento do Baresi. Colocou o ataque do Brasil no bolso na final de 1994 e não deu um pontapé durante o jogo. O maior zagueiro que eu tive o prazer de assistir.
Nada como um final de semana observando uma ação de guerra híbrida em cores! O mundo vai se tornando cada vez mais adensado de conflitos em intensidades distintas e possibilidade de transbordamento.
Uma hipótese a ser falseada: O próximo presidente do Brasil terá que lidar com um nível alto de contestação dos vizinhos. Explico, o espetáculo de Milei e a reação adulta (sem ironia) do MRE impedem o escalonamento, mas, abrem espaço para outros tipos de provocação.
Não se faz debate honesto sem entender contexto e perspectiva de longo prazo. O problema é há uma estrutura que recompensa muito bem esse tipo de reflexão no Brasil atual. Do futebol a política, nada tem escapado de um viés que flerta com a inconsequência. Estamos mal.
Milei representa uma fração do pensamento político argentino que persiste em ver o Brasil como um obstáculo hegemônico. Em decorrência disto, sua visão sobre nós é bastante primária: somos inferiores e qualquer governo que represente uma contestação a isto é uma ameaça.
Cada movimento de Flávio Bolsonaro alimenta em mim a convicção de que o objetivo fundamental da família é manter hegemonia sobre o eleitorado cativado a partir de 2018. E caso o projeto Planalto falhe, o foco passa a ser a cadeira de Valdemar Costa Neto em 27.
A turma tem que se decidir se quer crescimento econômico chinês ou regulação ambiental escandinava. As duas coisas são, em algum sentido, incompatíveis para lidar com um país tão diverso e desafiador quanto este.
O discurso de Lula foi aderente às tradições do Itamaraty. O que isto significa dizer? Que ele caminhou no sentido de defender: cooperação/multilateralismo e a ordem internacional. Foi inovador? Não. Foi inteligente? Sim. Foi o melhor feito por ele na AGNU? Provavelmente.
Hipótese: o dito pragmatismo do Centrão tem muito de desejo e ilusão dos seus líderes. Ato consequencial de uma perspectiva emocionada de poder, lenta e continuamente estes vão fornecendo agendas que podem fortalecer o governo nas próximas eleições.
A PEC da blindagem é um erro em muitas camadas. Porém, a mais evidente delas é tornar a atividade parlamentar altamente convidativa para envolvidos com atividades criminais. Mais do que ingenuidade, é um erro achar que este texto aprimorará atividade parlamentar. A ver.
Como disse um grande amigo, observador privilegiado do jogo político em Brasília: "Ao falhar na punição aos deputados insurgentes, Motta abriu espaço para que Sóstenes voltasse a colocar a faca em seu pescoço". Um exemplo prático de degradação do papel institucional.
Tarcísio quer os votos do bolsonarismo. O pedágio: declarar que não confia na justiça; a articulação de anistia e prometer indulto. O dilema: só com o bolsonarismo faltam votos. O risco: não convencer como moderado e não emplacar como radical.
Impressiona, mas, não surpreende, o número efetivamente alto de pessoas no Brasil clamando por negociação ou colocação da política de lado, quando a cada dia a Casa Branca dá demonstrações inequívocas de que não quer negociar e que toda a situação é de fato política.