Encontrei no aeroporto a filha de uma amiga da minha irmã. Vinte e três anos, formada em engenharia, batalhadora, criada sem a mãe. Estava indo pro Rio com uma sacolinha da Tiffany. Perguntei se era passeio. Ela disse que não: trabalhava numa multinacional e estava levando um anel de noivado pro responsável por fechar contrato com a empresa dela. Isso tem nome, e é propina. E é o que o Brasil está ensinando a uma menina de vinte e três anos com a vida inteira pela frente: se não der, o negócio não fecha. Como é que se tem esperança nisso?
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🗳️ CRISTIANO BERALDO — 1140
Deputado Federal por São Paulo · 4 de outubro
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