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Atenção, atenção, corte. Soem as trombetas, preparem suas reverências: hoje é dia de Rei também por aqui. A coroação que importa para a Celeste não ocorreu neste sábado, e sim em 17 de outubro de 2018. E o monarca da #CopaBetanodoBrasil nunca quis saber de primeiro-ministro: absolutista, ele prefere reinar solo, com a soberania digna de quem é o único a ter conquistado a coroa seis vezes. Dividir o reinado simplesmente não era o suficiente para o @cruzeiro, que tratou logo de me ganhar duas vezes seguidas para destronar o Grêmio e fazer da Nação Azul a dona do castelo. É, quem não gosta de textão vai reclamar à beça no meu ouvido hoje, não tem jeito. É tanta taça que não vai caber no post! Duas na década de 90, duas nos anos 2000 e outras duas nos anos 2010. A questão não é se, e sim quando, começarão as conquistas celestes na década de 20. Matemática pura e simples. O duelo entre os mais copeiros é mesmo uma rivalidade especial por aqui. Quando eles se encontraram na final de 1993, deu Cruzeiro…Cleison decidiu, o Cruzeiro venceu por 2x1 e a taça ficou em BH. O Grêmio podia até tentar a revanche em 1996… mas caiu na semi para um poderoso Palmeiras repleto de jogadores de Seleção. Depois de empatar em casa, lá foi a Raposa desbancar favoritismos e buscar a virada e o bicampeonato em São Paulo. Mais um 2x1 dourado, mais um para a lista de milagres de São Dida: ele já havia brilhado nas quartas , defendendo um pênalti de Marcelinho Carioca, e agora fazia o arquirrival do Corinthians provar do mesmo veneno. O novo milênio não trouxe consigo um novo roteiro. Novamente 2x1, novamente de virada… aos 44 do segundo tempo, bem diante da China Azul. Boatos de que Rogério Ceni aprendeu a bater falta com o Geovanni, viu. Müller pediu: “solta a perna que eu e Fábio Júnior pegamos o rebote”... ele atendeu com tanta eficiência que não teve rebote, nem jogo, nem nada além de festa da Nação tricampeã. Tá acabando o espaço e eu só cheguei na metade das taças, família celeste… vocês pediram, vocês vão ter textão! Se em 1996 o Cabuloso fez chover lágrimas em São Paulo, em 2003 foi a vez de inundar o Rio… segurou o Vasco nas mãos do goleiro Gomes e fez de São Januário território hostil para os donos da casa. Na meta cruzmaltina, quem diria, estava o ídolo da conquista seguinte e de tantas outras. Daí foi só o novo tetracampeão correr para o abraço da galera no Mineirão: 3x1 no Flamengo na final e, no duelo entre as Nações, foi a Azul quem botou a faixa no peito. O confronto e o desfecho se repetiram em 2017. O Grêmio, de novo ele no caminho, já tinha caído nos pênaltis… Fábio defendeu a cobrança de Luan, o Cruzeiro vingou a eliminação na mesma fase semifinal anterior e o Tricolor deu adeus ao sonho do hexa. Na decisão, Paquetá fez o Maracanã ferver e Arrascaeta apagou o caldeirão… no jogo de volta, Cabuloso novamente impecável sem desperdiçar nenhuma e, se Muralha caiu todas para a direita e viu todas entrarem do outro lado, Fábio foi novamente decisivo. Pegou a batida do capitão Diego e o Rubro-Negro sequer teve a chance de cobrar o último. Adeus ano velho, feliz ano Novo, Cruzeiro hexa, quarta final vencida por 2x1 e a segunda taça conquistada fora de BH. O golaço de Arrascaeta calou o bando de loucos em Itaquera e poupou Fábio dos pênaltis. Foi a primeira vez que um time me conquistou dois anos seguidos. Em 2023, a coroação completa cinco anos. A temporada também marca o retorno do Cabuloso à elite, onde é seu lugar, e a Raposa reencontra o Tricolor já nas oitavas. Meu Rei está pronto para defender sua coroa, abocanhar mais uma conquista e consolidar sua volta ao centro do território. 📸: Acervo Gazeta Press, Vinnicius Silva/Cruzeiro e Andre Mourao/FOTOFC/GazetaPress

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