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Do ponto de vista militar, creio que Doratioto mostre a Guerra do Paraguai como uma grande lambança. O rei das lambanças é, claro, Solano López. Até agora, o erro mais estúpido que vi foi o de invadir o Brasil antes de os navios de guerra encomendados na Europa ficarem prontos. O Brasil fez um bloqueio naval e pimba: o Paraguai, que dependia do Prata, não pôde receber mais nada. Ainda por cima, o Brasil era muito relapso na defesa, e precisaria encomendar navios de guerra do nada. Aí o que fez? Entre outras coisas, comprou um navio que o Paraguai havia encomendado e não ia poder pagar. Doratioto também matiza a bravura e a força paraguaias. Quanto mais temíveis os paraguaios, mais justificável é a duração da guerra. Segundo ele, a Humaitá estava longe de ser uma fortaleza inexpugnável (a narrativa brasileira levou estrangeiros a irem verificar pouco após a queda e os brasileiros ficaram com vergonha). O problema maior foi a lentidão da Marinha brasileira, que temia os argentinos e tinha um velhinho doente no comando que deu trabalho até a Caxias.

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