A crítica de Doratioto à historiografia nacionalista brasileira se deve sobretudo ao não reconhecimento do papel decisivo de Mitre. Em resumo, desde o começo ele queria que a esquadra brasileira tomasse o Paraguai pelo rio, mas os brasileiros (Caxias incluso) achavam que se tratava de uma estratégia maligna do argentino para destruir a esquadra brasileira. Quando Mitre saiu, agiram conforme o seu plano sem o devido reconhecimento. Também houve uma façanha militar no cerco a Humaitá que foi injustamente reivindicada por Caxias e já desmentida no Império por um liberal (Caxias era conservador).
Por ora, o que a Guerra do Paraguai vai me mostrando é que Estado pequeno não presta. É um monte de pinscher fazendo besteira e clamando por auxílio de potências estrangeiras. Hoje a gente vê isso com os pequenos Estados do Báltico.
Para mim, a maior falha da política brasileira no período é a paranoia conservadora contra a Argentina. Essa postura fomentou os tais Estados-pinscher, e se não fosse a postura pró Brasil de Mitre, a Argentina bem poderia rachar em mais Estados durante a guerra (ou na paz mesmo, se não houvesse guerra, pois a consolidação da Argentina se deu com a Guerra do Paraguai).
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