Agora é a hora escura.
A desqualificação do meu colega Sami Abu Shehadeh é o passo final na revolução de regime, e na transformação do Tribunal Supremo em Tribunal da Supremacia.
Quem apoiou a desqualificação das listas e dos candidatos que representam a comunidade árabe e as forças democráticas judaicas, e também quem ficou em silêncio diante dessa manobra, na prática colaborou com as manobras antidemocráticas de Ben Gvir e dos kahanistas.
Parece que até o tribunal entende a magnitude do evento, o preço e as consequências de uma decisão como essa.
Mas em vez de a "democracia" proteger os cidadãos árabes, novamente se espera dos cidadãos árabes que se sacrifiquem para salvá-la. Por isso, pediram a Sami que "retirasse sua candidatura".
Porque a fortaleza não caiu. Eles simplesmente a destruíram.
Minhas companheiras e companheiros, este é exatamente o momento de internalizar a verdade simples:
Sem o peso político da comunidade árabe, a sociedade democrática em Israel não conseguirá derrotar as forças fascistas no poder.
Eles sabem disso.
Vocês sabem disso.
Todos nós sabemos disso.
Nós nunca nos curvaremos à supremacia e ao racismo.
Nós somos legítimos. Nossa aliança é legítima.
Árabes e judeus democratas, juntos, com coragem e determinação, continuaremos de pé, firmes, até que a democracia, a igualdade e a paz vençam.
Nós reconstruiremos.
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