Meu avô, desembargador Arthur Virgílio, se auto- proibia de dar declarações à imprensa sobre os processos q julgava. Se lhe perguntas como era o domingo dele c minha avó Luiza, ele responderia prazerosamente q iriam cedo à missa e depois fariam um passeio pela Praça dor Remédios para, finalmente, almoçarem num restaurante da escolha de ambos. Se lhe perguntassem, porém, sobre determinado processo que estivesse em suas mãos, era lacônico: “sobre isso só falarei nos autos”. E ñ havia quem arrancasse mais nenhuma palavra dele. Ñ tinha intimidade c advogado nenhum. Enfim, era um juiz!
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