Há algo de profundamente brasileiro na suspensão do Renan. O sujeito quer disputar a Presidência e descobre que, antes de enfrentar os adversários, precisa sobreviver ao cartório e à caneta.
Mas Toffoli já nem é o ponto. O ponto é o que acontece com todo poder quando o abuso deixa de causar espanto. Primeiro ele se justifica. Depois se normaliza. Por fim, se entedia com os próprios limites.
É onde chegamos. O arbítrio já não entra pela porta dos fundos, chega de chinelo, abre a geladeira e pergunta o que tem para o jantar.
Renan tem todo o direito de recorrer e concorrer. Quem tem poder demais deveria ter pudor em dobro. Urna não é concessão de ministro! Quanto mais poder uma instituição tem para decidir quem pode falar, aparecer e competir, menos ela deveria gostar de demonstrá-lo.
Thread
Nenhum Voo ainda