Alexandre de Moraes está profundamente ofendido.
Deve estar refazendo mentalmente a lista do que fez pelo país, dos julgamentos que ninguém mais quis assinar, da bomba na praça dos Três Poderes, e tratando essa história do contrato da mulher como uma mesquinharia contábil levantada justamente por André Mendonça, que Moraes nunca considerou dono da própria cadeira.
Quem passa cinco anos ouvindo que é o última muralha da democracia acaba se achando credor dela. E credor não sente que está tomando nada, sente que está recebendo.
Por isso ele não vai renunciar. Sair seria admitir que era um homem no cargo, e faz tempo que ele acredita ser o cargo.
Em tempo, FORA MORAES!
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