Ignorar o aquecimento global é, no mínimo, irresponsável. As mudanças climáticas e os efeitos sobre a população já são claros. Alguém acha normal termos chuvas intensas e temperatura de verão em pleno inverno?
Os impactos desses eventos extremos já são sentidos há muito tempo, principalmente na saúde. O ministro Alexandre Padilha vem fazendo esse alerta. Nas enchentes do Rio Grande do Sul isso ficou evidente: foram registradas mais mortes por dengue do que em decorrência da tragédia em si. E dengue no RS era impensado. Os mais afetados, como mostra esse artigo do Habitat Brasil, são sempre os mais vulneráveis, os mais pobres.
O Rio de Janeiro chegou a registrar, no último El Niño, sensação térmica de mais de 50º. E agora, a probabilidade é a de que esse fenômeno chegue de forma mais severa. As mudanças climáticas trazem uma série de desafios inéditos que vão requerer adaptação, gestão de riscos, vigilância e controle, além de suporte social para a população fluminense. Esse debate não é para amadores, é para quem tem experiência, como eu, que soube lidar, no comando da Assembleia Legislativa do Rio, com a maior pandemia de que se tem história.
Agimos para proteger a população com leis em defesa da saúde, dos empregos, e oferecemos renda complementar, por meio do programa Supera RJ, - lei de minha autoria - para garantir o mínimo necessário para que os mais pobres pudessem seguir em frente. Esse desafio, repito, não é para amadores, é para quem tem experiência.
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