Extra:
Israel havia assinado um acordo de "cessar-fogo" com Hafez al-Assad, pai do atual ditador Bashar al-Assad, no qual as posições nas Colinas de Golã permaneceriam estáveis. No entanto, o colapso da ditadura síria coloca esse armistício em xeque, especialmente considerando que o líder do HTS, Mohammed al-Julani, é um jihadista cujo próprio nome remete às Colinas de Golã. Em uma entrevista de 2019, ele admitiu ter sido radicalizado pelos palestinos durante a Segunda Intifada.
Diante disso, enquanto não houver um novo acordo estável e assinado com o futuro governo sírio, Israel já adota posições defensivas avançadas. Essa é a realidade da geopolítica: Israel não precisa e não deve esperar estar em desvantagem ou sob ataque para agir. Ainda mais considerando que a ONU nem sequer reconhece a soberania israelense sobre as Colinas de Golã, podendo até considerar ataques à região como "legítimos".
Se já sabemos que a comunidade internacional ignora nossas preocupações de defesa, o melhor é nos anteciparmos e posicionar nossas peças estrategicamente. Afinal, esperar por consenso ou justiça em questões de segurança nunca foi uma opção viável para Israel.
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