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Em tempos normais, nenhum partido político aceitaria como candidato a presidente da República uma pessoa que homenageou chefes do crime organizado e até os visitou na prisão. Em tempos normais, alguém flagrado pedindo R$ 134 milhões para um banqueiro criminoso jamais seria abraçado pelo “mercado financeiro” como candidato a presidente. Em tempos normais, um defensor de torturadores e saudosista da ditadura militar JAMAIS receberia apoio da população em uma campanha presidencial. Mas não vivemos tempos normais. Vivemos tempos estranhos, onde a extrema direita conseguiu convencer boa parte do país que a violência, o ódio, a mentira e a proximidade com o crime organizado não são impeditivos para assumir cargos públicos na democracia.

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