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Acabei de protocolar, junto com os líderes do PCdoB e PV, além de parlamentares do PT no Congresso Nacional, uma notícia de fato criminal à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal para apurar uma possível engrenagem de lavagem de dinheiro, financiamento político clandestino, desvio de finalidade de emendas parlamentares e atuação internacional contra as instituições brasileiras envolvendo o ecossistema do Banco Master, a produção do filme Dark Horse e entidades ligadas à produtora Karina Ferreira da Gama. A representação é assinada pela senadora Tereza Leitão, líder do PT no Senado; por mim, líder do PT na Câmara; pela deputada Jandira Feghali, líder do PCdoB; pelo deputado Aliel Machado, líder do PV; e por demais parlamentares da bancada do PT na Câmara dos Deputados. Na peça, pedimos investigações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, a partir de reportagens que apontam negociação de até US$ 24 milhões para financiar a cinebiografia política de Jair Bolsonaro. Áudios e mensagens atribuídos a Flávio revelam cobrança direta de parcelas, intimidade com Vorcaro e urgência na liberação de valores, o que exige apuração da origem, circulação e destino final do dinheiro. O documento também sustenta que o filme pode ter funcionado como fachada cultural ou instrumento de dissimulação patrimonial, com possível uso de contratos, empresas, fundos e operações em dólar no exterior para ocultar beneficiários finais. Solicitamos também apuração das emendas destinadas por Mário Frias, Bia Kicis, Marcos Pollon, Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e outros a entidades vinculadas ao mesmo núcleo empresarial, além de cooperação internacional com autoridades dos Estados Unidos, como FBI, DOJ e FinCEN, para rastrear contas, empresas, fundos, pagamentos a lobistas, consultores e operadores políticos. A representação afirma que a investigação deve esclarecer se recursos privados do Banco Master, dinheiro público de emendas e estruturas ligadas ao filme foram articulados para financiar propaganda política, lobby internacional, ataques ao STF, pressão contra o Brasil e eventual caixa 2 eleitoral em favor da família Bolsonaro.

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