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A narrativa bolsonarista de que a culpa das sanções e tarifas dos EUA contra o Brasil é do atual governo não se sustenta. As próprias declarações da família Bolsonaro mostram uma cronologia inquestionável. Vamos aos fatos nesta linha do tempo do boicote ao Brasil articulado pela extrema direita: 26 de Maio: O senador Flávio Bolsonaro faz uma reunião oficial na Casa Branca, nos Estados Unidos. 28 de maio (apenas 2 dias depois): Os EUA classificam o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Uma medida que, na prática, funciona como uma clara interferência em assuntos internos, asfixiando e prejudicando diretamente empresas e instituições financeiras brasileiras. 29 de maio (no dia seguinte): O deputado Eduardo Bolsonaro vem a público e afirma categoricamente que "há mais por vir", fazendo questão de ressaltar que ele e o irmão “pediram mais coisas“ nas reuniões que tiveram em solo americano. 02 de junho (quatro dias depois): Os EUA anunciam a possibilidade de um novo tarifaço agressivo (25%) contra produtos brasileiros e fazem ameaças diretas ao sistema do Pix. No mesmíssimo dia, Donald Trump posta uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro para carimbar a aliança. 03 de junho: Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) divulgou uma nova análise que também inclui o Brasil. Trata-se do caso investigado sobre o suposto uso de trabalho forçado por 59 países e a União Europeia. A tarifa aplicada nesse caso será de 12,5%. Eles viajam, se reúnem com autoridades estrangeiras, pedem abertamente por medidas que asfixiam a economia do próprio país e depois tentam se eximir das responsabilidades. A família Bolsonaro sabota o país. Os fatos não mentem. O alinhamento contra o Brasil ficou explícito.

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