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Essa é a clássica contradição da obra: o caos do trânsito e a poeira, mas o dinheiro não para de circular. O comércio local respira porque a rua é uma via de passagem obrigatória, então quem passa acaba comprando um café ou um lanche no caminho. No fim, a obra é uma maldição para quem mora na porta, mas um presente para quem tem loja ali.
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