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Obrigado meus queridos companheiros, amigos e colaboradores do Instituto Novos Paradigmas, meus amigos e companheiros de novas e velhas lutas, pelas manifestações de vocês; obrigado Sandrinha minha mulher, minhas filhas Luciana e Vanessa, meus netos Fernando, Rodrigo e Felipe; minhas sobrinhas e sobrinhos, minhas enteadas Laura e Helena; obrigado meus amigos pessoais e de fora das relações políticas, meus irmãos e irmãs, Horácio, Suzana, Julinha, Dedé - inclusive meu irmão Adelmo, que já perdemos- que reconheço presente nas palavras de vocês. Lembrei-me muito, pelas mensagens que recebi, do que foi dito pelo querido amigo Luís Fernando Veríssimo numa oportunidade análoga a essa, que vivencio neste dia: "a gente não faz aniversário, os aniversários é que fazem a gente". Faço 79 anos e adentro, portanto, o ano 80 da minha vida; faço-o intacto moralmente na minha vida pública, convicto dos valores políticos que assumi, ainda minha primeira juventude e muito ciente de que a minha geração é devedora de muitas respostas, para melhorar o futuro dos seres humanos e o destino do Planeta Terra, hoje ainda mais abalado pelas promessas de guerra, pelo ódio novamente aceso pelo fascismo, pelo racismo, pela misoginia e pelos privilégios de classe e de casta, que infectam a Humanidade. Sem querer me arrogar uma liderança, que apenas tenho numa escala muito pequena, anoto uma modesta sugestão para as novas gerações que nos seguirão: não tenham medo da felicidade, mas tenham cuidados e reservas, com aqueles que dizem que é possível sermos felizes através da indiferença em relação ao outro que sofre; ou que é possível erguermos a nossa felicidade através do ódio e da repulsa aos nossos semelhantes. Penso que essa deve ser a base de todas as nossas escolhas de vida, que diminuirão a intensidade dos nossos erros e darão potência a nossa vocação para a alegria.

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