É muito duro ver que, em pleno 2026, meninas ainda são alvo de ódio, humilhação e violência, inclusive dentro de espaços que deveriam ser de formação, respeito e segurança.
O caso do colégio São Domingos, em São Paulo, não é “brincadeira de adolescente”. É reflexo de algo mais profundo: uma cultura que normaliza a misoginia desde cedo, muitas vezes sem que a gente perceba.
A escola suspendeu os alunos — e isso é uma resposta. Mas a gente precisa se perguntar com honestidade: é suficiente?
Punir é necessário. Mas, sozinho, não resolve.
Se a gente não falar sobre respeito, sobre limites, sobre como meninos são ensinados a enxergar meninas, novos casos vão continuar acontecendo. Dentro e fora da escola.
Educar também é formar caráter. É enfrentar o problema na raiz.
Meninas merecem crescer sem medo. E meninos precisam aprender, desde cedo, que respeito não é opcional. É o básico.
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