Voltando a ausência de estado que suscitou tudo isso que estamos vivendo, vale citar um ponto da reportagem muito importante, mas que pode passar batido quando comparado a descrição de autoridades. O modo como a facção se legitima perante os moradores locais. A legitimidade para governar (sim, governar), advém da criação de um modelo tributário paralelo, que é revertido em serviços visíveis a todos os moradores.
Há uma comlurb do tráfico, que conta com diversos garis, pagos com as taxas cobradas de comerciantes locais. Além disso, ficou famosa a tal da ponte que os traficantes construíram, demanda histórica da comunidade, com entrega recorde e orçamento enxuto.
Como nosso estado, que cobra muito e não entrega nada, vai conseguir ter legitimidade?
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