Martim Vasques da Cunha

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Martim Vasques da Cunha

Martim Vasques da Cunha

@martimvasques

Apocalíptico, jamais bestializado

shorturl.at/jsJN3Ingressou em julho de 2026
A única pergunta que se deve fazer depois da eleição é a seguinte: se os números das urnas mostrariam a virada surpreendente de Lula, por que o STF resolveu interferir na votação de última hora? Por quê?
A 6a temporada de SLOW HORSES é a mais sombria de todas — e, talvez, a mais trágica. Há enrolação na trama, mas a série tem um Gary Oldman em estado de graça e fala de um tema pertinente para os nossos dias: o fato de que somos vítimas de um Estado incompetente e disfuncional.
Carlos Heitor Cony afirmava neste livro que 1964 foi uma “revolução dos caranguejos”. E se este domingo simbolizar uma “eleição de caranguejos”? O Brasil não vale um neurônio.
Os totalitários de ambos os lados se esquecem que o direito ao (e do) voto é secreto, individual e inalienável. Numa verdadeira democracia, o voto só é eficaz se for baseado no conhecimento autêntico. Quem não entende isso é apenas um projeto patético de tirano.
Querem entender a loucura brasileira dos últimos dias? Então leiam esta maravilha escrita por José Osvaldo de Meira Penna, um autor injustamente esquecido por aqui (como sempre acontece com os gigantes).
Em THE AGENCY, temos uma série de espionagem que fala sobre a vida secreta que cada um de nós temos e de como somos incapazes de ter as escolhas que precisamos fazer para superarmos nossos desejos. E, no meio disso tudo, há uma interpretação poderosíssima de Michael Fassbender.
Minha avaliação sobre os próximos dias da eleição? Ou teremos um cenário de apuração similar ao do Peru - e o país não está preparado para isso -, ou o povo está simplesmente "trollando" com as pesquisas. Quem viver verá.
Hoje todos os intelectuais — de esquerda e de direita — acham que são como o personagem principal desta obra-prima de Carlos Heitor Cony. Porém, não têm a coragem dele, muito menos a estatura moral do seu autor. O Brasil não vale um neurônio.
Desconsiderem a capa “AI slop” e celebrem o fato de que OS INTELECTUAIS, essa maravilha de Paul Johnson, foi relançada num momento em que o nosso “círculo dos sábios” obriga a sociedade civil a tomar uma posição para trair a democracia.
Nas minhas memórias sobre a Nova Direita, publicadas em 2021 na Piauí (certamente por algum descuido das forças superiores), mostrei a arrogância da esquerda em se achar a dona da verdade por meio da anedota abaixo:
Em A TIRANIA DOS ESPECIALISTAS, mostro que a esquerda sempre se vê como uma vítima, mesmo que ela promova a revolta contra a realidade como a única forma de possível de se fazer política.
Dias após o vibeshift do último domingo, cheguei à conclusão de que a melhor leitura do cenário político brasileiro foi feita pelo meu amigo @sergiosaleitao, que explicou que o retorno do bolsonarismo tem a ver com um princípio democrático muito simples: a alternância de poder.
Livro essencial e atualíssimo para quem vai se iniciar na aventura da criação artística. São perfis de diversos artistas — escritores, pintores, arquitetos, cineastas, compositores — que mostram que, na verdade, o que manda nas nossas vidas é um enigma chamado “inconsciente”.
Sabem por que o brasileiro gosta do Vorcaro? Não é por causa do dinheiro, do poder, das moças. É porque ele respondia a todo mundo. Respondia e-mail, zap, sms, dm. Um lorde - o oposto desta elite vagabunda que sempre dá "ghosting" a qualquer pobre-diabo que só quer trabalhar.
Ontem o Brasil finalmente entrou no vibeshift que andava sufocado por aqui desde 2024 e agora tem a escolha de entrar numa contrarrevolução que simplesmente vai colocá-lo no "novo tempo do mundo", cuja a opção é o Ocidente (liderado pelos EUA) ou o totalitarismo chinês.