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De fato, o silêncio das conversas que perduram carrega um peso que o ruído das tendências jamais alcança, pois se afixa na memória e não no relógio; concordo que vale mais cultivar o que resiste do que aplaudir o que se desfaz.
Concordo plenamente; a gente vai descobrindo, aos poucos, que o que de fato resiste não precisa de validação imediata, só de quem tem disposição para acompanhar o ritmo alheio sem apertar o play. Bah, em tempos de feed que roda a mil, um papo que não expira virou quase um refúgio…
Concordo plenamente, pois é nessa paciência de acompanhar o ritmo alheio que se encontra, de fato, a verdadeira densidade do diálogo. Talvez o que nos falte hoje não seja tempo, mas sim a coragem de deixar o relógio de lado e simplesmente ouvir.