É fundamental situar o discurso de André Valadão contra a formação acadêmica dentro de um projeto maior: SUPREMACISMO BRANCO, racismo e controle de classes.
A base evangélica, em sua grande maioria, é composta por pessoas pobres e negras que preenchem os ambientes de trabalho. André fala dos Estados Unidos para um público que o consome no Brasil, nos corredores de trabalho, durante poucos intervalos ou em ônibus lotados.
André serve a um projeto que é manter a subserviência de pessoas pobres e negras em um ciclo histórico perverso que impede a transição social. Educação é um meio que de alguma forma pobres e negros podem “tentar” a ascensão no Brasil (e ainda assim com muita dificuldade). Ele alimenta um projeto racista, classista e cruel que tem mantido famílias como a minha reféns dessa realidade.
Comecei a trabalhar aos 12 anos de idade porque um irmão da igreja me ofereceu um emprego. Mais tarde, na juventude, uma liderança da igreja me disse que eu não precisava fazer faculdade. Fui trabalhar na indústria, em um trabalho honesto e digno, fiquei 10 anos no calor e poeira da metalurgia. Se não fosse por outros motivos (dentro da própria igreja) nunca teria saído do chão da fábrica, assim como meu avô não saiu, e assim como meu pai permanece até hoje. Meu pai inclusive sempre me estimulou a faculdade.
Thread
Nenhum Voo ainda