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Em Itapeva, interior de São Paulo, o adolescente Kauan de 14 anos, conhecido como o “menino do pão”, teve que interromper a venda de pães caseiros que fazia para ajudar a mãe. Estudava regularmente, não abandonava a escola, e nas horas vagas buscava contribuir para a renda familiar com trabalho honesto. Mas, uma denúncia - digna de regimes autoritários- levou o Conselho Tutelar a intervir, proibindo que ele trabalhasse. A notícia virou escândalo nacional não só pela injustiça contra Kauan e sua mãe, mas porque revela uma das faces mais perversas do Estado brasileiro - a seletividade hipócrita. O mesmo Estado que se cala diante de crianças em semáforos pedindo dinheiro, ou expostas ao crime nas ruas, levanta sua mão pesada quando se trata de punir um exemplo positivo de esforço e dignidade. Onde está o Conselho Tutelar quando crianças são expostas, noite após noite, em bailes funk, em ambientes de drogas, sexo e degradação? Ali não há “preocupação com a infância”. Ali, o silêncio é cúmplice, mas quando um adolescente escolhe trabalhar honestamente, vendendo pão, aparece toda a máquina repressiva da burocracia estatal. O Estado comunosocialista não suporta a ideia de jovens encontrando alternativas dignas, porque precisa de um povo sem perspectiva de vida, sem renda e sem base moral para continuar sobrevivendo. Precisa de dependência para sustentar a engrenagem do assistencialismo e da violência institucionalizada. O que se quer é uma juventude domesticada, que consuma a cultura do vício e do sexo, mas jamais ouse dar exemplo de responsabilidade e autonomia. O que incomoda não é Kauan vender pão, o que incomoda é ele mostrar que há saída fora do ciclo de dependência e degradação. Que é possível ajudar em casa sem cair no tráfico, sem pedir esmola e sem esperar esmola estatal. Esse é o verdadeiro crime aos olhos de um sistema que sobrevive do caos. A história do “menino do pão” não é apenas sobre um adolescente e sua família, é um retrato do Brasil real; onde a honestidade é punida, a degradação é tolerada e a dependência é incentivada. Kauan é o exemplo a ser seguido, exaltado e defendido - o Brasil não precisa de menos, mas de milhares de Kauans.

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