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@jrguzzofatos

Colunista da @revistaoeste, do jornal O Estado de S.Paulo e da Gazeta do Povo

BrasilIngressou em maio de 2026
Tente encontrar alguma coisa certa aqui. O juiz Fernando Rodrigues Jr., de Araçatuba, SP, aposentou-se aos 55 anos de idade. Ganha R$ 130.000 líquidos por mês. Acaba de matar uma ciclista guiando bêbado, com uma mulher pelada no colo. Está solto. Não vai ser preso nunca.
A mídia mundial viu Trump no funeral do Papa em Roma. Viu Macron. Viu Zelensky. Viu os três juntos. Só não viu Lula, Janja e os vinte tantos jecas da sua comitiva imensa, ridícula e subdesenvolvida. Não adianta: vira-lata é vira-lata.
A primeira-dama do Brasil, em pleno ambiente de um evento internacional que o Brasil hospeda, fez um insulto cafajeste, neurótico e sem nenhum propósito a um personagem público que nunca lhe fez nada de mal. Conseguiu elevar a política externa brasileira ao nível de sarjeta.
A filha do jornalista Oswaldo Eustáquio, de 15 anos, teve suas contas no banco bloqueadas por Alexandre de Moraes. Eustáquio está asilado ha 1 ano nos EUA. A menina está sem dinheiro para pagar o lanche dos irmãos menores na escola. Moraes está salvando a democracia no Brasil.
O futuro governo Lula diz que os novos ministérios (são 23 hoje, serão 37 agora) não vão custar “nada”. Como assim? Os ministros vão trabalhar de graça? Não vai haver nenhuma viagem, diárias, assessores, carro, segurança, auxílio-moradia?
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, está mandando prender manifestantes que contestam a honestidade das últimas eleições —e diz que ainda “falta muita gente para prender”. O mesmo STF solta o ex-governador Sérgio Cabral, condenado a 300 anos de cadeia por corrupção.
Lula diz que o MST é o “maior produtor de arroz orgânico” do Brasil, com 12 mil toneladas — e diz como se isso fosse um feito monumental. O número não representa rigorosamente nada. A produção brasileira de arroz em 2022 é superior a 10 milhões de toneladas.
Imaginem se o presidente Jair Bolsonaro, numa entrevista à imprensa, chamasse um jornalista de “moleque” e ameaçasse jogá-lo “pela janela”. Melhor nem pensar. O ex-prefeito de Belo Horizonte, estrela da candidatura Lula, fez exatamente isso. A mídia não deu um pio.
O deputado Daniel Silveira, perdoado por decreto presidencial, já foi julgado. Ou seja, o seu processo acabou, e ele não está mais sendo investigado por nada — nem pode responder de novo à mesma acusação. Porque, então, teria de continuar usando tornozeleira?
O Brasil é realmente um país extraordinário. Quem luta pela liberdade de expressão, aqui, é o governo, e não a mídia e os seus arredores. É isso mesmo. O governo acaba de mandar para o Congresso um projeto de lei limitando a censura nas redes sociais. Os jornalistas estão contra.
Segundo o STF todas as provas contra Lula, e sua condenação em 3 instâncias por 9 juízes diferentes, não valem nada, porque ele deveria ter sido julgado em Brasília, não em Curitiba. Mas Lula não cometeu seus crimes em Brasília ou Curitiba, e sim no Brasil. O STF não admite isso.
O STF rompeu abertamente com o estado de direito. A prisão de um deputado federal, por ter dito que os ministros “não têm caráter” e deveriam ser demitidos, é 100% ilegal — só poderia ser feita em resposta a crime inafiançável. Se o Congresso engolir isso, é o fim da democracia.
A “vacina do Doria”, que veio da China e que o governador queria aplicar o mais cedo possível, subiu no muro. Até cinco minutos atrás, Doria ameaçava ir “à justiça”, para impor sua vacina. Agora é o próprio Butantã que pede mais tempo para estudar a coisa. Como é que fica, então?
Fernando Henrique inventou a reeleição. Nao reclamou de nada quando ele próprio foi reeleito, é claro — e nem quando Lula e Dilma se reelegeram, um depois do outro. Agora, como acha que Bolsonaro pode ganhar em 2022, ficou contra. O que era lindo 20 anos atrás virou um horror.
Se o presidente Bolsonaro ameaça transformar o Brasil numa ditadura de direita, como se diz, porque todas as pessoas que estão sendo presas por motivos políticos são a favor — e não contra — o governo? Ditadura prende os inimigos, não os amigos.
A ministra Carmen Lucia é muito valente no combate ao extremismo de direita: negou o habeas corpus pedido pela”ativista” cujos amigos foram soltar rojão na frente do STF. Quando o extremismo é de esquerda ela some. Não deu um pio quando picharam de vermelho o seu prédio em BH.
Saiu, enfim, a primeira prisão política no governo de direita do presidente Jair Bolsonaro, acusado todos os dias de tramar uma ditadura no Brasil. A PF não pegou nenhum inimigo do governo. Prendeu, justamente, uma militante de direita e bolsonarista radical. Ela não gosta do STF
É inútil inventar explicações desesperadas: a PM de São Paulo prestou continência, sim, à manifestação de rua de domingo em São Paulo — e bateu palmas para os manifestantes. O governador João Doria não vai ser obedecido se mandar a polícia reprimir protestos. É problema sério.
O PT, o PSOL e conexos descobriram uma maneira de governar o Brasil sem ter o trabalho de ganhar eleições: pedem o que querem ao STF, e o STF atende. Ainda vão entrar com uma liminar pedindo a nomeação de Lula, Ciro, Dilma, etc. para presidente da República.
O Brasil de hoje tem quatro poderes: um Poder Legislativo, um Poder Judiciário e dois Poderes Executivos — o do Executivo propriamente dito, como prevê a Constituição, e um “Executivo do B”, que é o Supremo Tribunal Federal. Estão querendo governar o país através de liminares.
O ministro Alexandre Moraes ja censurou a revista “Crusoé”. Dirige investigações secretas. Agora proíbe o presidente da República de nomear seu próprio diretor da Polícia Federal, sem dar uma única razão objetiva e legal para isso. Está jogando um jogo destrutivo e irresponsável.
O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta teve direito aos seus 15 minutos de fama na mídia durante o exato período em que ficou brigando em público com o presidente da República. Ninguém havia notado sua existência até então. Ninguém está mais interessado nele depois da demissão
Um dos maiores mistérios da atual epidemia provocada pelo coronavírus é o seguinte: porque as estatísticas oficiais — e a mídia — informam todos os dias o número de infectados e de mortos, mas nunca informam o número diário de altas hospitalares dos que contraíram a doença?
O governador João Doria, segundo o site “O Antagonista”, disse que cabe aos governadores (ele incluído) e a Rodrigo Maia “salvar o Brasil”. Ainda bem que é apenas uma bobagem a mais. Os dois, juntos, não seriam capazes de colar um band-aid em si próprios.
A ideia de que o Congresso “não pode ser pressionado” não tem pé nem cabeça. Se o Executivo pode, porque o Legislativo não poderia? O Congresso nao está acima de nada. Existe unicamente para servir o público que o elegeu — e tem a obrigação de escutar o tempo todo a sua voz.
Toda a conversa sobre “impeachment”, cada dia por uma razão diferente, significa uma coisa só: a ofensiva geral para derrubar o governo sem ter de passar pelo incômodo de ganhar as eleições de 2022. Os adversários já desistiram. Ou viram a mesa ou estão fora por mais sete anos.
A indignação popular que tenta se expressar em 15 de março não é contra o fato de existir um Congresso no Brasil. É contra o que os congressistas fazem ali dentro. O Parlamento tornou-se odioso para a maioria da população exclusivamente pelos atos cometidos por seus membros.
O que pode haver de errado com a ideia de combater a gravidez na adolescência? Alguém acha normal meninas de 12 anos de idade estarem grávidas? É algum absurdo dizer “adolescência primeiro, gravidez depois?” A oposição à ideia tem uma razão só: quem a propõe é a ministra Damares.
A aceitação do cargo de ministra da Cultura pela atriz Regina Duarte provou, para além de qualquer dúvida possível, que não há nenhum discurso de ódio no Brasil que se compare ao da nossa classe artística. Ninguém, em nenhum outro setor da sociedade, consegue odiar tanto assim.
Você senta a chibata em mulheres. Não admite oposição nem eleições livres. Enche a cadeia de presos políticos. Manda gays para a forca. Legaliza a tortura e patrocina o terrorismo. Mas se você é um aiatolá do Irã não há problema nenhum, porque tudo isso é “cultural”. Aí pode.
O governo do Irã é uma tirania demente, que assassina opositores, gays, minorias, feministas, dirigentes de “movimentos sociais” e, através de atos de terrorismo em outros países, civis que não têm nada ver com política — incluindo crianças. Mas o bandido é Trump.
Está no noticiário: os incêndios na Austrália já mataram 500 milhões de animais até agora. Isso mesmo: meio bi. Mas lá pode. Se acontecesse coisa parecida no Brasil, não ia sobrar bicho vivo nem no zoológico. Imaginem o horror de Sua Santidade, de Greta e dos devotos de Greta.
É claro que Toffoli salvou os donos do DPVAT no último dia do ano, quando achou que ninguém estava olhando. A coragem do homem é uma coisa sobrenatural.
O DPVAT, o “seguro obrigatório” de veículos, é uma das trapaças mais repugnantes já imaginadas contra o povo brasileiro. Não protege ninguém de prejuízo nenhum. Não pesa para o rico — só machuca o pobre. Enche o bolso de um cartório infame. Quem é o seu advogado? Toffoli, claro.
O ministro Toffoli disse que a Lavo Jato deixou “empresas quebradas.” É mais uma grande candidata à Medalha Nacional das Declarações Cretinas de 2019. Quem quebrou as empresas foi a corrupção, não a Justiça . Foi quem praticou crimes — e não quem puniu os crimes praticados.
Essa coisa de “AI-5”, que a maioria nem sabe o que é, virou uma tremenda chatice. Ninguém pode abrir a boca para dizer “AI-5” e a elite do bem entra em crise de nervos imediata. A vítima agora é Paulo Guedes. Não disse nada a favor, mas citou o diabo. Pronto: já foi excomungado.
Ninguém duvida que Toffoli e seus parceiros de facção no STF são hoje a pior ameaça ao estado de direito, às instituições e à democracia no Brasil. Ñ são os “robôs” das redes sociais, as “milícias”, a “extrema direita” e sabe lá Deus quem mais. São eles encurtador.com.br/hwFPZ
O STF, agora, virou polícia secreta de ditadura? Toffoli, o presidente que não pode ser juiz porque levou pau em dois concursos, pediu os dados fiscais de 600.000 cidadãos para “examinar.” Quando a Receita fez isso, legalmente, o STF mandou afastar dois auditores. É a anarquia.