José Gusmão

81 Voos
José Gusmão

José Gusmão

@joseggusmao

Economista e Candidato do Bloco de Esquerda pelo Algarve

Portugallinktr.ee/jose.gusmaoIngressou em maio de 2026
Portanto, para o PSD, a coisa funciona assim: o PSD pode fazer acordos debaixo da mesa com o Chega, negando-os em público. Quando os acordos falham, todos os outros partidos têm de fazer o que o PSD quiser, em nome da barreira higiénica contra a extrema-direita. É isto.
Se Mariana Mortágua fosse o Mário Mortágua, todo o país teria reconhecido a firmeza, confiança e assertividade. Como é Mariana, há sempre os que a declaram arrogante e desagradável, porque não fala como a branca de neve. À falta de argumentos contra as ideias, puxa-se do sexismo.
Rita Matias preocupa-se mais com uma vida inexistente do que com uma criança vítima de abuso sexual, que com 10 anos deve passar ainda pela violência de uma gravidez e de ser mãe quando devia estar na escola primária. Sobre “direito à vida” estamos conversados. E sobre empatia.
Todas as vidas humanas merecem o nosso respeito. Hoje é dia de recordar os milhões de seres humanos, homens, mulheres e crianças cujas vidas foram encurtadas pela "diplomacia" de um dos maiores monstros da história da humanidade. Esses não viveram até aos 100 anos.
Cate Blanchett, embaixadora do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados falou ao Parlamento Europeu. Começou pelo apelo ao cessar-fogo na Palestina e fez um exercício de memória sobre refugiados para aqueles que, na Europa, andam mais esquecidos. A não perder.
Trabalhadores num call-center da Iberdrola em Espanha foram obrigados a continuar a trabalhar ao lado do corpo da colega acabada de falecer. É também disto que temos de falar quando falamos de saúde mental. É a produtividade acima de qualquer decência.
Em plena crise inflacionária, o Instituto +Liberdade, co-fundado por Mesquita Nunes, insistia que o problema dos preços dos combustíveis estava nos impostos (mesmo depois destes baixarem). Com lucros de 881M, enquanto os portugueses apertam o cinto, a Galp não está nada mal.
Um assunto denunciado, investigado e provado há anos, sempre as mesmas ameaças, mas continua sem resolução. São lojas de notas a manipular o acesso ao ensino superior, para prejuízo de quem não tem dinheiro para comprar as avaliações dos seus filhos.
COMO SE FAZEM NOTÍCIAS FALSAS O Parlamento Europeu ontem (1 de Março) uma resolução de condenação da invasão russa e apoio à Ucrânia, que contou com o voto favorável do Bloco. Ontem e hoje surgiram notícias, artigos e publicações de acordo com as quais o Bloco ter-se-ia abstido.
Um ucraniano presente na manifestação chamou-nos a atenção para o facto de os bancos estarem cobrar comissões sobre as transferências para contas de solidariedade com a Ucrânia. Defenderemos que a isenção dessas transferências seja acrescentada ao pacote de medidas de apoio.
"O roubo ao contribuinte é tão descarado que só há um caminho possível: não aceitar receber um euro de subvenção de campanha". Dizia a IL em 2019, quando prometia rejeitar "esse privilégio injustificado". Mas isso foi antes de terem eleito 1 deputado. O populismo tem perna curta.
Atenção ao sentido de voto de toda a direita, que anda em campanha sobre os preços dos combustíveis. É isto a nossa direita: baixar os preços, sim, mas só se isso não prejudicar as gasolineiras, cuja margem de lucro subiu 33% desde 2019. Roubado à @inesmorsantos
No ano passado, o ministro das Finanças holandês pediu à UE q investigasse os países do sul por terem menos dinheiro para responder à crise. Na altura, já se sabia q a Holanda é um offshore que capta receitas fiscais alheias. Não se sabia é q ele próprio andava a fugir ao fisco.
A direita portuguesa tem uma nova causa: a defesa do bollycao contra a fruta da época. A lógica é simples: quem quiser que os filhos tenham uma alimentação saudável, escolhe um bom colégio privado. Quanto à maralha, é corrê-los a cheetos.
Andr* Ventur* tem idade para estar vacinado, o que significa que andou voluntária e conscientemente a colocar em risco as pessoas com quem se tem cruzado, incluindo em jantaradas sem máscara. Tudo para agradar aos negacionistas que pululam no seu Partido. É um Bolsonaro de bolso.
A foto da semana. A 10 de julho, os trabalhadores de um Burger King no Nebrasca afixaram esta mensagem depois de se demitirem em protesto contra a falta de condições de trabalho. “Demitimo-nos todos Desculpem o incómodo”
Nos próximos dias, vamos assistir a uma corrida de dirigentes políticos a meterem distância entre si próprios e Luís Filipe Vieira. Pena que não o tenham feito quando contava.
Um professor da Faculdade de Direito da Universidade do Porto acha-se no direito de não entregar um exame a uma aluna por causa da sua roupa. Não foi no século XIX. Foi há dias, no Porto.
As direitas fizeram o maior corte orçamental da nossa democracia no Serviço Nacional de Saúde para o "salvar" e evitar a sua "desqualificação". Passos Coelho renasce enfim, para lembrar o país e toda a humanidade que não há limites para o descaramento.
Parece o novo layout do Inimigo Público, mas não é. Isto é mesmo a realidade. É mesmo assim que pensam as nossas elites. E ainda temos de ouvir que a culpa não é deles. É de quem come tomate cherry.
Atacar jornalistas é crime de guerra. Há mais que provas de que o governo de Israel ordenou esse ataque, de que não foi um erro. A posição do governo português é insustentável.
Hoje toda a gente fala grosso com Luís Filipe Vieira na Comissão de Inquérito, excepto Ventur*, que até se pôs ao fresco. Mas convém não esquecer que todos os partidos andaram a apaparicar esta personagem, com apenas uma excepção: o Bloco.
Foi há 76 anos que o exército vermelho libertou os últimos prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz. Começou com pequenas discriminações e escalou até ao extermínio sistemático de seres humanos. Um horror cuja história e memória não podem ser esquecidas nem banalizadas.
No debate entre Marisa Matias e Ana Gomes, entre os mins 22 e 34, a Clara de Sousa colocou 16 questões/perguntas sobre Vent*ra. 16. Nos debates com Vent*ra só pode falar o Vent*ra. Nos debates sem Vent*ra só se pode falar do Vent*ra. Qual é o critério jornalístico subjacente?
Uma proposta radical para os próximos debates: colocar um jornalista a moderar. Com a capacidade de dar e tirar a palavra, como se fez nos EUA, por causa de Trump. A não ser que a ideia seja substituir os defuntos programas de bola e fazer da democracia o triunfo dos porcos.
Ou seja, quando o povo for culto, escolhe este rapaz que ninguém conhece de lado nenhum, porque é filho de alguém e alguém o está a "preparar". Depois deste, não escolhe mais nenhum. A isto chamam uma sociedade realmente democrática. Eu chamo-lhe uma cunha.
Um partido que participa em manifs negacionistas e organizou um Congresso e jantares em mesas corridas com pessoas sem máscaras (para poderem cuspir na DGS e no esforço do resto do país) desmarcou uma reunião que não tinha marcado, em nome da saúde pública. Isto não se inventa.
Boas notícias, “The Squad” continua no Congresso. Foram reeleitas as quatro congressistas democratas que Trump mandou de volta para os seus países: Rashida Tlaib do Michigan, Ilhan Omar do Minnesota, Alexandria Ocasio-Cortez de Nova Iorque e Ayanna Pressley do Massachussetts.