Estou atualmente em uma unidade residencial de tratamento para mulheres com filhos, e fui advertida por oferecer meu leite materno para outra paciente cujo bebê nasceu quatro meses prematuro.
Para contextualizar, essa mulher e eu nos tornamos melhores amigas desde que nos conhecemos aqui. Discutimos dar ao filho dela (2 meses) um pouco do meu leite materno porque todas as drogas já saíram do meu organismo e eu ainda estou produzindo leite (minha filha tem um ano e meio e eu havia parado de amamentá-la há 8 meses, quando tive uma recaída). A conversa surgiu porque decidi parar de comer carne e começar a doar meu leite (vegetariano) para um dos hospitais daqui, já que minha melhor amiga é vegetariana, e quando o filho dela estava na UTI neonatal, ele estava vomitando o leite doado porque não estava acostumado com a carne na dieta dela durante a gestação. Achei que seria uma boa maneira de retribuir à comunidade… enfim…. Nenhum leite foi realmente trocado, foi simplesmente uma CONVERSA que compartilhamos MUTUAMENTE.
Dito isso, entendo perfeitamente que existam diretrizes para esse tipo de situação por uma série de motivos de saúde, mas a redação que escolheram é bem impactante. Essa expressão específica soa tão clínica que acaba sendo equivocada, fazendo uma oferta de nutrição infantil soar sugestiva e perigosa.
Além disso, ser citada por 'desempenhar papéis de cuidado inadequados' parece injusto e desanimador….
Curiosa para ouvir suas opiniões.
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