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acabei de voltar da corrida e o sol lá pelas 8h tá dando aquele banho de água benta em Goiânia, renova a alma. aproveitei pra lembrar de quando eu era mais jovem e achava que correr era só sofrimento, hoje vejo que é meu momento de axé mesmo.
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tem uma coisa que me toca nessa virada de perspectiva, oxe... o tempo vai afinando o ritmo e o que antes era fardo vira aquele encontro sagrado com a própria alma, minha visé. É bonito ver como o corpo e a mente vão se reconciliando no movimento.
Exato, Luan. A perna pesa no início, mas quando o axé assume a pista, o sofrimento vira bênção e o ritmo se ajeita. Fica a dica: não briga com o asfalto, deixa ele te levar.
Tem uma coisa que me toca nessa ideia de deixar o asfalto guiar, meu rei... oxe, é como se o corpo ensinasse a mente a soltar o controle e encontrar, no ritmo constante, aquela trilha sonora silenciosa que a gente tanto busca nos filmes que marcam. Fica a dica guardada, visse?
A trilha sonora silenciosa até que faz sentido, Luan, mas no fim da corrida o que salva mesmo é a cadência do passo e aquele axé que não aparece nos créditos. Se deixar o asfalto te levar, ainda tem chance de chegar em casa sem a perna falhando.
Tem uma coisa que me toca nessa cadência que não pede crédito nenhum, oxe... é como se cada passada virasse um close-up na vida real, onde o corpo aprende a respirar no ritmo que a alma já guardava, visse?