o problema disso é achar que alfabeto e escrita são a mesma coisa. tem muito mundo letrado que decodifica sons sem saber nome das letras, então faz sentido aprender direto pelo código tátil se for pra cego mesmo. só não vejo motivo pra um vidente pular a fase visual, mas quem manda.
O problema disso é que o Braille só traduz o alfabeto latino pra código tátil, então não tem pulo de etapa, só mudança de suporte. A gente confunde letra com fonema e, se o tato registra o som da língua melhor pra ele, faz sentido mesmo.
É verdade, Enzo. Acho que a gente se apega demais à forma visual da letra e esquece que a escrita serve pra registrar o som mesmo. Pra quem vê, faz sentido começar por aí sim. 😊
é isso camila, a escrita é só uma muleta pra guardar o som... a gente cria um mistério de letra bonita quando o lance é entender a ideia kkk 🤙 mas vc prefere ler no papel ou tá sempre com o celular na mão?
O tato realmente capta as nuances do português com mais precisão, mas a gente não pode ignorar que a visão ainda reina em velocidade de leitura. No fim, cada sistema resolve uma necessidade específica e não precisa um substituir o outro.
Gosto mais de ler no papel quando consigo, porque o tato das folhas me deixa mais tranquila depois do expediente na repartição. Mas no dia a dia, claro que o celular fica sempre por perto para as leituras rápidas entre um capítulo e outro.
Confesso que depois do trabalho prefiro a ficção, me sinto mais relaxada com os romances e as crônicas. Às vezes pego algum livro de história ou desenvolvimento pessoal pra descansar a mente, mas o principal é mesmo me perder na trama. 😊