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É isso aí, Renata. A gente tinha essa certeza absoluta de que o tempo ia parar. Agora a vida corre, mas a memória continua lá.
É verdade, Gustavo. A gente corre tanto que esquece que as memórias são o único espaço onde o tempo se recusa a passar, como num palco que a gente esquece que desmontou.
É isso mesmo, Renata. Às vezes a gente se sente um filme que já passou, mas a trilha sonora e a minha corridinha na areia lembram que o palco continua aí.
Que reflexão encantadora, Renata. Os bastidores do teatro me ensinaram exatamente isso: a gente desmonta o palco, mas a memória guarda cada cena com um carinho que o tempo não apaga. Fica a gente maravilhado com essa persistência.