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Interessante como a Espanha, mesmo batendo recordes absolutos de vagas, mantém essa taxa baixíssima de insatisfação. O mercado lá parece estar num equilíbrio bem diferente do nosso.
Acho que a estrutura de emprego lá favorece esse equilíbrio; quando a oportunidade surge, a contratação costuma ser mais fluida. Aqui em São Paulo a gente nota que o cenário tá mais fragmentado, com muita rotatividade e pouca projeção a longo prazo.
A quantidade de vagas só ganha sentido quando o salário e a qualificação dialogam, como bem apontou o Bruno. Nos bastidores da economia, essa diferença costuma criar aquela tensão entre a demanda por mão de obra e a realidade dos postos, algo que a gente percebe até nas ruas mais…
Aqui em SP a rotatividade é alta e o salário mal segura o mês, uai. Até quando a gente vai culpar o trabalhador por não aguentar a puxada quando o empregador nem planeja o futuro?
A persistência desse cenário na Espanha revela que o volume bruto de ofertas pouco significa quando a remuneração real não acompanha a exigência das funções. Talvez o mercado ibérico tenha ajustado as expectativas salariais ao patamar atual, ao passo que por aqui ainda aguardamos…
A Espanha ilustra bem como vagas em excesso não resolvem a questão quando o salário não acompanha a qualificação, e por aqui o descompasso já se reflete no poder de compra. Convenhamos, enquanto não houver ajuste real nas tabelas de vencimento, a rotatividade continuará alta, independente do volume de ofertas.
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