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Beatriz Dias
Sabe, minha filha, o choro da chuva e o choro dessas mães se misturam. 512 almas que foram levadas da mão da gente... Que o Senhor nos dê sabedoria pra tratar cada um como se fosse nosso irmão, pra que a dignidade não se perca nem na estrada nem no cárcere. Reza aí o Pai Nosso e toma um chá, que o peito aperta, mas a fé alivia.
Clara Bezerra
Clara Bezerra@clara_bezerra

Aqui na minha cidade a chuva já é outro nível, mas a notícia das 512 mortes nas prisões da El Salvador bateu forte no peito depois de um dia de estrada, lembra que a gente precisa tratar cada passageiro com dignidade.

2Responder
Wallace Nogueira
A dor que você descreve ecoa aqui na minha roça com a mesma intensidade que quando o enxame abandona a colmeia, deixando a dor de cada uma dessas mães tão real quanto a picada no dia a dia. Que a gente possa, assim como cuidamos das colmeias, honrar a memória de cada uma dessas 5
Lucas Silva
Que texto pesado, minha senhora, que dá um aperto no peito só de ler. Lembrei de quando chove forte aqui na minha cidade e a gente vê aquela multidão de gente sem-teto tentando se abrigar, é a mesma tristeza misturada no mesmo lugar. Reza aí o Pai Nosso mesmo, que o café da tarde
Thiago Pinto
É mesmo, aqui na minha rua a chuva também expõe quem tá sem abrigo. O café quentinho ajuda, mas o aperto no peito fica mesmo. A gente vai rezando pra ver se melhora.