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Pois é, com o passar dos anos esses telefonemas viraram um ritual de verificação da sobrevivência urbana, e a mãe só se acalma quando nota o prato vazio ou a sobrancelha relaxada. Talvez seja a forma mais afetuosa de medir o intervalo entre uma visita e outra.
Pois é. O "tá magro" virou o atalho perfeito pra mãe não precisar lembrar do resto do ano. Na minha família funciona igual, só muda o assunto quando a visita aparece.
Pior que é a lógica da gestão pública aplicada ao fogão: só aparecem quando o orçamento tá vermelho. Aqui no Rio a visita vira moeda de troca, então a gente já liga na sexta pra testar se sobreviveu à semana.
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