O órgão que deveria fiscalizar privilégios acabou criando um privilégio para si mesmo.
Por 8 votos a 1, o Tribunal de Contas da União autorizou que gratificações por funções de confiança e cargos comissionados sejam pagas acima do teto constitucional a servidores do próprio tribunal, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
A decisão pode beneficiar até 25,7 mil servidores e gerar um impacto estimado de R$ 211 milhões aos cofres públicos.
Enquanto o trabalhador paga impostos altos e enfrenta serviços públicos ruins, uma pequena parcela do funcionalismo encontra novos caminhos para receber acima do limite constitucional.
Teto constitucional não pode ser tratado como sugestão. Teto é teto.
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