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Ser de esquerda é uma merda, né? Você precisa fingir que os impostos do Brasil não são absurdos e que você gostaria de pagar ainda mais. Precisa fingir que o arrombado que te assaltou é uma vítima da sociedade. Precisa fingir que é horrível poder transformar qualquer foto sua em um desenho com um clique. Precisa fingir que monogamia é um atraso e que você gosta de viver em um relacionamento disfuncional. Precisa fingir que acha o Santineli engraçado. Precisa fingir que seu pai, seu irmão, seus amigos e talvez até você mesmo é um estuprador em potencial (se bem que a maioria não conhece o próprio pai). Precisa fingir que o entretenimento da última década não foi uma merda e que adorou The Marvels e Madame Teia. Precisa fingir que não sabe que todos os influenciadores do teu lado são comprados pelo governo. Precisa fingir que não vê problema no movimento negro falando que branco tem que morrer, que brancos e negros não deveriam se misturar e todo tipo de atrocidade justificada por uma “dívida histórica”. Precisa fingir que não tem nada de mais em fazer show de drag queen pra crianças. Precisa fingir que acredita em não-binários. Precisa fingir que errar o pronome de alguém é algo grave. Precisa fingir que não acha pronome neutro coisa de retardado. Precisa fingir que concorda que “retardado” é uma ofensa capacitista que ninguém deveria usar. Precisa fingir que é uma pessoa perfeita enquanto no privado faz tudo que condena publicamente. Não por acaso esquerdistas costumam ser mais infelizes, frustrados e cheios de problemas mentais. Ser de esquerda é viver uma grande mentira coletiva.

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