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Em 1988, Lula esteve entre aqueles que ajudaram a conquistar um direito que transformou a vida dos trabalhadores brasileiros: a jornada de 44 horas semanais. Naquele momento, muitos diziam que a mudança prejudicaria a economia e destruiria empregos. A história mostrou o contrário. O Brasil continuou crescendo, gerou oportunidades, fortaleceu sua economia e ampliou direitos para milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Quase quatro décadas depois, o mundo é outro. A tecnologia avançou, a inteligência artificial já está transformando a forma como empresas produzem, gerenciam e geram valor. Os ganhos de produtividade crescem em ritmo acelerado e a própria reforma tributária foi construída para aumentar a eficiência econômica e impulsionar ainda mais a geração de riqueza no país. Mas existe uma pergunta que precisa ser feita: se a economia se torna mais produtiva, mais eficiente e mais rica, por que os trabalhadores continuam presos à mesma jornada de trabalho de quase 40 anos atrás? O Brasil continua preso a uma lógica construída em outra realidade econômica e tecnológica. Defender a redução da jornada não é defender menos produtividade. É garantir que os ganhos gerados pelo avanço tecnológico e pelo crescimento econômico também cheguem à vida das pessoas. É defender mais tempo para a família, para os estudos, para o cuidado com a saúde e para viver com mais qualidade. Assim como aconteceu em 1988, há quem diga que essa transformação não é possível. Mas a história mostra que ampliar direitos e melhorar as condições de vida da população nunca impediu o desenvolvimento do país. Pelo contrário: ajudou a construí-lo. O Brasil mudou. O mundo mudou. Está na hora de a legislação trabalhista acompanhar essa nova realidade e trazer o país para 2026.

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