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Padre Fábio de Melo, o apóstolo da harmonização facial, tava com larica e foi atrás de um pode de doce de leite. Ou seja, caiu mais uma vez em tentação.   Viu o preço errado e foi reclamar com o gerente que, segundo o padre, foi mais grosso que o antigo testamento.   O padre voltou pra casa e, em vez de rezar, fez um vídeo citando o Código de Defesa do Consumidor como se fosse o Evangelho segundo Procon.   Resultado: o gerente foi demitido. O padre exorcizou emprego do rapaz com uma só postagem.   O ex-gerente se defendeu dizendo que sequer falou com o padre. E o vídeo das câmeras internas comprovou. Uma espécie de São João Batista do VAR.   Quem deu um sermão civil sobre preços e etiquetas foi o amigo do padre enquanto o gerente ouvia tudo mais calmo que o Papa Francisco atualmente.   E agora o Fabio de Melo se diz perseguido e atribuiu as redes sociais ao demônio apesar dos 26 milhões de seguidores só no insta. Pensou em largar a internet, mas não largou o pote.   Resumo teológico: Gula pelos doces, Avareza pelo preço, Soberba pela harmonização e ainda quebrou o oitavo mandamento: "Não levantarás falso testemunho."   Assim como José foi preso por uma mentira contada pela mulher de Potifar, uma distorção conveniente fez um trabalhador perder o emprego. A verdade ficou em segundo plano porque o que vale mesmo é quem posta primeiro.

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