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Glauber_Braga
O dia 28 de março marca um dos episódios mais emblemáticos da ditadura militar. Neste mesmo dia, em 1968, policiais militares invadiram o restaurante Calabouço no centro do Rio de Janeiro, e assassinaram o estudante secundarista Edson Luís. O Calabouço era um restaurante estudantil que oferecia comida a baixo custo para estudantes de baixa renda, como Edson. O seu corpo foi velado por centenas de pessoas em frente à Assembleia Legislativa, na Cinelândia. No dia 4 de abril, a missa de sétimo dia em memória do estudante lotou a Igreja da Candelária. Após a missa, a igreja foi cercada pela cavalaria da polícia militar e, com os sabres empunhados, os policiais partiram para cima da multidão, deixando dezenas de feridos. O assassinato do estudante secundarista e os eventos que se seguiram foram marcados pela indignação de grande parte da população diante da barbárie promovida pelo Regime Militar, e pela intensa repressão as manifestações populares. Essa sequência de eventos mudou os rumos da história do país. Depois desses eventos, uma parcela da população saiu da inércia diante dos abusos cometidos pelos militares e os movimentos de luta contra a ditadura se multiplicaram e se fortaleceram. Para tentar calar a população que começou a ir às ruas para pedir por democracia, os militares endurecem ainda mais o regime, intensificando as perseguições políticas, prisões e torturas. Começavam assim os anos de chumbo da Ditadura Militar. O assassinato do estudante Edson Luís é uma data para ser lembrada, para que ninguém esqueça dos horrores e crimes cometidos pelos militares durante os 21 anos de ditadura. E que Bolsonaro e seus comparsas golpistas são cria dos golpistas de 64. Não podemos permitir jamais que os golpistas de hoje sejam anistiados como os de 64. Ditadura nunca mais!

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