Diego Escosteguy

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@DiegoEscosteguy

Jornalista e fundador do site o Bastidor (@BastidorOficial). Contato: [email protected] (Proton), [email protected] ou Signal (diegoescosteguy.01).

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Brasília, Brazilwww.obastidor.com.brIngressou em maio de 2026
🚨Atenção: em nova e confusa decisão, Moraes suspende o item 2 de sua primeira decisão. À primeira vista, o ministro suspendeu... a suspensão do X. Explico, mas se preparem: o troço é torto.
Para quem não tem familiaridade com o mundo digital: usar VPN é algo comum, corriqueiro. Aliás, todo jornalista deveria sempre navegar usando uma. É de uma ignorância atroz impor multa a quem usar esse tipo de ferramenta. Fora o abuso de poder.
Em decisão individual, sem obedecer o devido processo legal, um juiz manda suspender uma plataforma com 22 milhões de usuários. Impõe multa a qualquer cidadão que use uma VPN para tentar acessá-la. É uma das mais graves e abusivas decisões já tomadas na Justiça brasileira.
Não há argumentos razoáveis e equilibrados para suspender o X no Brasil. Não há vestígios de devido processo legal no curso de ação adotado para esse fim pelo ministro Alexandre de Moraes. É uma medida extravagante e contraproducente. Se levada a cabo, causará um vexame global.
A decisão de Toffoli que anula todos os processos da Lava Jato contra Marcelo Odebrecht é um deboche de repercussão internacional. Agride os neurônios de quem perde tempo analisando-a. Não há mais o que dizer juridicamente. Sobra o escárnio.
As Forças Armadas foram avisadas agora pela Defesa e pelo Planalto, com apoio das cúpulas do Congresso e dos tribunais superiores: é hora de desmontar o acampamento dos golpistas. Para ontem. É ordem. Se o Exército hesitar ou continuar atrapalhando a PM, vai cair todo mundo.
George Orwell se divertiria com o Brasil pós-eleição. "Orçamento secreto" e "maior escândalo de corrupção da história deste país" virou "emenda do relator". "Vender governo para ladrão" virou "governabilidade" por "pragmatismo". "Centrão" virou "centro" ou "frente ampla".
Lula poderia ter dito na campanha o que falou hoje no Egito, como presidente eleito. Se suas críticas ao teto de gastos e ao atual arremedo de regime fiscal são tão profundas, teria sido mais honesto expô-las aos eleitores. Como ele disse: paciência.
🚨 Os ministros do STF uniram-se para determinar que as forças de segurança liberem as rodovias do país. Ratificarão a decisão de Moraes nas próximas horas. Mandaram avisar Bolsonaro que o diretor da PRF será, de fato, preso se não agir logo. Há medidas mais graves em estudo.
Provocado pelo PT, Alexandre de Moraes proibiu a PRF de fazer operação “relacionada ao transporte público” e a PF de “divulgar” resultado de operações relacionadas às eleições. Não parece haver quaisquer elementos concretos que justifiquem a decisão (tirem suas conclusões abaixo)
Ao negar a suspensão da nova resolução do TSE, Fachin disse que o “enfrentamento ao complexo fenômeno da desinformação” admite o que qualifica como “arco de experimentação regulatória”.
O procurador-Geral da República, Augusto Aras, entrou com ação no Supremo contra a resolução das fake news, aprovada ontem pelo TSE, que confere poderes extraordinários a Alexandre de Moraes. Questiona a constitucionalidade da resolução. Mais detalhes daqui a pouco.
A resolução aprovada há pouco pelo TSE é ainda mais grave do que eu temia. Após ver e rever a sessão, ler e reler a minuta, e conversar com gente grande que entende do assunto, não posso chegar a outra conclusão: Moraes será censor do Brasil até dia 30. Análise sai daqui a pouco.
Para quem se preocupa com coisas como estado de direito, a resolução é um problemaço. As chances de abuso, por design, são imensas. Medida desse tipo seria impensável em países civilizados e com maior tradição democrática. Países que também sofrem com desinformação em massa.
O disco está arranhando aqui, mas prefiro ser repetitivo: o TSE, liderado por Moraes, opta reiteradamente pelo pior caminho para lidar com o complexo problema da propaganda computacional na política. A promessa é de intervenção mínima; a realidade é de intervenção máxima.
Nos termos propostos, a resolução é inédita nas democracias liberais. Permite ao presidente de uma corte eleitoral determinar, sozinho e de ofício, o que é verdade ou não - o que é discurso aceitável ou não. E agir ao seu talante, cuja inclinação já está evidente desde 2019.
O TSE deve votar daqui a pouco resolução que conferirá poderes extraordinários a Alexandre de Moraes. A pretexto de “combater fake news”, o ministro estará autorizado a determinar censura sem ser provocado e sem participação do Ministério Público. Será polícia e juiz da verdade.
Cortes do debate favoráveis a Bolsonaro já dominando o TikTok. Mais uma vez, os bolsonaristas mostram capacidade de mobilização orgânica e inteligência estratégica. (A propósito, é notável o atraso de alguns em perceber a influência do TikTok. Vão entender tarde demais.)
Enquanto Lula fazia campanha em Alagoas ao lado de Paulo Dantas, candidato de Renan ao governo e suspeito de liderar uma organização criminosa que saqueou os cofres locais, os ministros da Corte Especial do STJ ratificavam a decisão da ministra Laurita Vaz de afastá-lo da função.
O TSE está dando vexame internacional com seus entendimentos exóticos sobre a natureza e os limites da liberdade de expressão política numa democracia. É nisso que dá se fiar em slogans vazios e acreditar que é desejável e possível ser editor da nação. 🧵
Lula terá que rever sua agenda na quinta. Subiria no palanque de Paulo Dantas, candidato de Renan ao governo de Alagoas. Dantas é apontado pela PF e pelo MPF como líder de organização criminosa que desvia dinheiro da Assembleia Legislativa do estado. Foi alvo de operação hoje.
Não adianta passar pano: os institutos de pesquisa têm muita explicação a dar. Erraram - e erraram feio. Não adiantar reclamar das críticas ou ataques de eleitores bolsonaristas. É preciso encarar os fatos.
Muitos juristas de primeira linha, que estudam liberdade de expressão, concordam com o que escrevi acima. Mas têm medo de se expressar publicamente. Temem se queimar perante a cúpula do Judiciário. Temem serem qualificados de bolsonaristas, fascistas. É um silêncio que diz muito.
Agindo como juiz da verdade, como editor-mor da democracia, Moraes disse que a manchete não correspondia ao teor da matéria - que reproduzia, inclusive, áudios. Diante dessa avaliação, classificou-a como “fake news” e, ato contínuo, determinou que fosse excluída do mundo.
A pedido de Lula e do PT, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, acaba de censurar - sim, se trata de censura - uma matéria do @o_antagonista. Mandou tirar do ar reportagem que relatava conversas em que o traficante Marcola, chefe do PCC, e seus comparsas citavam Lula
Do jeito que a coisa vai, daqui a pouco dirão que o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht - UM DEPARTAMENTO GLOBAL DE PROPINAS - faz falta ao país, à América Latina e à África. Que republiqueta inviável.
Lula disse há pouco, em comício, que o ato de Bolsonaro ontem “parecia uma reunião da Ku Klux Klan”. “Só faltou o capuz”, afirmou o líder nas pesquisas, que diz condenar discurso de ódio e se apresenta como candidato a unir o país.
De resto, a exemplo da vasta maioria de casos semelhantes sob o comando de Moraes, tem-se um amontoado de dados desconexos e frequentemente irrelevantes. PF recorre ao baú de dados dos outros inquéritos (atos antidemocráticos, milícias digitais) para mapear relações frágeis.
Nenhuma surpresa: a decisão de Alexandre de Moraes contra os empresários do grupo de WhatsApp, provocada formalmente pela PF, fundamenta-se na matéria do Metrópoles. Ao contrário do que se insinuava em off, nada além disso.
Há muita, muita gente em Brasília. Bolsonaro demonstrou força política hoje - uma força que não se via nas pesquisas e nas articulações de seu governo. Discursou para uma multidão que gritava em uníssono contra o Supremo. O presidente tentou enquadrar Moraes. “Ou pede para sair.”